CRÔNICA: Temidas crônicas.

18:27





Nunca gostei de crônicas.Nem de lê-las,  muito menos de escreve-las. Certo dia por aí, vasculhando a  internet, em alguns blogs que eu gostava, encontrei uma carta que a pessoa escreveu pra si mesma, para ler no futuro. Mas era uma crônica... eu gostei.

Tentei escrever uma igual, minha primeira crônica, está  publicada aqui no blog.  Mas ela é horrível. Até hoje não acredito que minha escrita em 2012 era tão pobre. Comecei depois de certo tempo a escrever as crônicas que vocês leem aqui, mas sempre sobre sentimentos.

Não consigo escrever sobre o cotidiano, inventar uma pequena história e colocar o ponto final, e quando o faço, o faço com grande pena, com grande medo. Porque eu nunca quis o ponto final, não nelas.

Porque eu nunca consigo escrever uma crônica do nada. Sempre que escrevo nunca estou bem, sempre estou com milhões de sentimentos borbulhando aqui na cabeça. E eu preciso escrever. Não um livro, porque teria que me ocupar das emoções dos personagens. Mas eu preciso estar bem para cuidar deles, eu preciso primeiro dominar o que sinto.

 Mas quanto mais escrevo mais se tem a escrever. E uma crônica fica enorme. Eu sei que posso aborrece-los com os meus textos sempre sobre sentimentos...Mas eu preciso descarregar. E a verdade é que eu realmente não gosto de crônicas, eu só escrevo. Mas eu não consigo realmente falar sobre algo corriqueiro, eu  gosto do Carlos Drummond  de Andrade, adoro. Mas nunca vou escrever nada parecido, nunca vou conseguir escrever algo como suas crônicas incrivelmente engraçadas, porque caía entre nós... Eu não escrevo por ninguém. Eu escrevo somente para mim mesma, e se você gostar eu vou adorar saber, se não gostar... Sinto muito.

Quando minha professora pediu uma crônica sobre determinado assunto, eu travei. Porque eu não sei escrever com um tema. não sei escrever sem ultrapassar determinada ideia, você me dará um tema, eu farei um texto com ele, mas não limite minhas ideias, não dê palpites que já sabe que eu não acatarei. Porque eu gosto da liberdade de escolher e mais ainda sobre como e quando escrever.

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