CRÔNICA:Desamores

12:38







Em certo fim de tarde, de um certo inverno, nevava muito fora de uma casa que ficava numa das ruas principais de Londres. O vento era cortante, e  a tempestade era explosiva. Assim como a garota que morava naquela casa, cheia de livros e de três gatos.

Ela fez chocolate quente e pegou um de seus invariáveis romances das suas estantes. A neve caia agora, num ritmo menos acerelado. Ela estava nevosa. Mas  estava exaurida de seus pensamentos, já que eles a deixavam numa fossa.

Se arrependeu um pouco em quanto caminhava para o quarto, de ter posto seus pés em Londres. Pois assim ela não teria passado a noite em claro, chorando. Chorando por um rapaz! Ela estava ainda mais espantada pelo motivo. Nunca foi do tipo que se apegava nas coisas, e pessoas. Nunca foi do tipo que se apaixonava, ela gostava de certas pessoas... Mas antes que ela realmente se apaixona-se, ela simplesmente caía fora.

E agora, o que era ela? A menina com uma xícara de achocolatado e um romance em mãos. Já estava lá para o quarto capítulo quando a campainha toca.'' Quem seria  louco a sair nessa neve?'' ela pensou. A campainha tocou de novo. Se levantou da cama com muita preguiça e foi ao banheiro. Ela não falaria com ninguém, não estava bem para lidar com pessoas. Saindo do banheiro, viu que não tinha mais ninguém na porta inicial, foi a cozinha e  se serviu novamente do chocolate quente.

-Pensei que estava me evitando. - ao ouvir a voz se virou, ele estava  no batente da porta da cozinha, a observando.
-Sempre há essa possibilidade. - disse seca.
-É, sempre há. -então ele notou as olheiras profundas no rosto dela. Ela vendo onde o olhar dele estava, se virou novamente para a pia, sorvendo a bebida. - O que aconteceu? Você só toma achocolatado quanto está triste. Tem olheiras profundas,e  está com um pijama horrível de patinhos.
-Não enche! -disse passando por ele e indo para o quarto.
Ele a segurou pelo pulso.
-O que aconteceu? Fala. - sua voz estava nervosa.
-Não é nada, já disse! Eu quero ficar sozinha.
-Quem foi?
-Quem foi o que? -perguntou confusa.
-Que te deixou assim, foi o carinha que você disse que gostava? Juro que eu mato ele. - o amigo disse.
-É, foi ele sim. -ela retruca.
-Onde encontro ele?
Ela riu. Mas era um riso sem humor.
-Bem, veja, ele está na minha frente. Agora vá procurar por ele lá fora. Quero ficar sozinha.
-Eu?
-Vai logo criatura! Saí. -ela disse tentando move-lo do lugar, sem sucesso algum.
E então num ato inesperado por ela, ele a puxou pelo pulso, fazendo ela bater contudo em seu tórax., ergueu o queixo dela e sussurrou:
-O infeliz não sabe o que fez para essa garota. Mas de uma coisa é certa, agora, ele fará de tudo para ter um sorriso dela.
Dito isso ele a beijou.
As vezes o amor de nossa vida está bem na nossa frente, mas a gente nunca enxerga.


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1 comentários

  1. Sem dúvida talvez a ansiedade de amar nos cegue por momentos Sara ,muitos beijinhos felicidades

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