CRÔNICA: Razão

18:16







Quando se tem só uma pessoa, a gente passa a fazer tudo por ela, o impossível e o possível. Porque ela é a coisa   que nos mantém viva, é o nosso bem querer, é ter algo há fazer a alguém.
Quando se é frio com todas as pessoas, e aquele simples olhar, um simples pedido que você recusaria a fazer por qualquer outra pessoa naquele metro quadrado, ou por qualquer outra pessoa do mundo, se vier dela, você faz.

Por que você a ama tanto que nunca negaria nada que ela te pedisse, se ela quisesse um pedacinho da lua, aposto que você viraria astronauta, e daria um jeito de pegar nem que fosse  só um pouquinho. Ela é tão amada e querida por você, que ela é seu ponto fraco.

Mesmo que nada disso seja reciproco, por ela se move mundos e montanhas. Porque você ama.Ah, e quando se ama... Qualquer pessoa, vira seu mundo de ponta cabeça. A pessoa mais fria desse mundo pode ser aquecida, a pessoa mais infantil, vira mais madura.

Porque no fundo todos amam. Todos tem um ponto fraco, e todos já  foram amados. Não importa os desencontros da vida ou os encontros. Porque todos já souberam o que procurar nesse mundo, mas de fato todos já tiveram a chance de cessar sua busca. Mas muitos não o fizeram, estavam mergulhados demais em si mesmos para se preocupar com o outro.

Porque todos já amaram, prefiro acreditar nisso. A questão é até onde você já amou. Você ainda  ama? Você é amado? Ou você não cessou sua busca? Mas você já começou a busca-la?A alguém que você realmente ame com toda sua alma, com todo o seu ser? A alguém por quem você morreria? Não, não digo isso, como se fosse uma história shakesperiana, porque meu bem, há vida é muito mais que isso. Mas se tivesse que morrer pelo outro, você morreria? Morreria pelo simples fato de seu mundo não ser mais o mesmo? Você viveria esse amor até sua morte?

Ela. Essa pessoa, que você ama, faria o mesmo por você? Ela também viraria astronauta se você quisesse um pouquinho do céu? Ela a ama tanto assim?Não não quero colocar dúvidas do amor de ambos, até porque eu não tenho esse direito. Mas quero contestar, quero ver até onde o amor pode  ir... Eu e ele as vezes brincamos de esconde- esconde, sabe?

E, é, por isso que eu preciso saber; Você ama, já foi amado? Já morreu - nem que internamente por um amor- você é capaz de abrir mão?
Oh, porque, querido... amar e abrir mão de muitas coisas, as vezes de si mesmo... E se você abrir a mão de certas coisas, é possível que você nunca mais as tenha. Mas tudo é questão de escolha. De riscos.

Amar vale esse risco? Você aceita esse risco? Mesmo que não saiba muito bem, os riscos de amar, você abriria mão...?
Eu não sei você. Mas eu já abri  minha mão. E todos os dias eu corro os riscos... E meu bem, são os riscos, mais fabulosos que alguém pode correr.

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1 comentários

  1. Peço desculpa Sara ,mas estive com o pc avariado ,mais um lindo e maravilhoso momento que nos faz pensar acima de tudo o que será o amor ,essa palavra eternamente imortalizada por todos nós que certamente todos teremos na nossa vida um grande amor ,talvez o amor seja cego por não conseguir enxergar o óbvio ,essa cegueira tantas vezes confunde o amor com a paixão e nos deixa loucos ,porque a verdade é só uma ,no amor têm que existir a palavra reciprocidade ,amar e ser amado ,nunca podemos ser reféns do outro ,porque senão certamente seremos escravos de nós próprios para continuarmos a levar um amor que já está morto à nascença .Sara desejo-te muitas felicidades ,beijinhos .

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